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26 janeiro 2015

Brasil busca melhoria da sua imagem no exterior e Portugal ganha um Banco de Fomento!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Se no plano interno a nova equipe econômica iniciou a “batalha das expectativas”, procurando dar claros sinais a investidores e empresários quanto aos objetivos de controlo da inflação e consistência macroeconômica, no plano externo o Fórum Econômico Mundial foi um palanque privilegiado para o novo ministro da Fazenda Joaquim Levy anunciar maior transparência da política fiscal e o início de um novo caminho que reverta a desgastada imagem da economia brasileira. No âmbito interno para além das anunciadas medidas de ajuste fiscal como cortes na despesa e aumentos de impostos, o Banco Central subiu a taxa Selic para 12.5%, numa tentativa de evitar que os reajustes de início do ano nas tarifas públicas particularmente na energia, afetem os planos de controlo da inflação. A taxa Selic serve de referência nos empréstimos do Banco Central às instituições financeiras e nos juros cobrados a empresas e consumidores. Assim no curto prazo a economia brasileira deverá manter um desempenho negativo. No entanto se a confiança e a credibilidade forem restauradas, o Brasil tem todas as condições para retomar a sua rota de crescimento. Em Davos, Joaquim Levy procurou garantir aos investidores nacionais e internacionais novas perspectivas de estabilidade aos negócios privilegiando os investimentos estruturais e de longo prazo e assegurou a sua determinação em romper com as prácticas recentes de frequentes mudança das regras de jogo. Para simplificar as diferenças com o passado fez uma interessante e sugestiva analogia da economia brasileira com um automóvel. “ _ A economia brasileira é como um carro que vive “engasgando”, tentando acelerar com a quarta marcha. Chegou a hora de reduzir a velocidade para depois reacelerar. Engrenamos uma segunda e aí aceleramos. Continuar pisando no acelerador com a quarta, vimos que não estava mais tendo tração. Aqui no Ceará, também estamos procurando fazer a nossa parte. No segmento de pequenos e médios investidores do mercado imobiliário vimos apostando na recuperação da confiança desses operadores. O mercado imobiliário mantém a sua atratividade e rentabilidade superior a outras alternativas de investimento mobiliário. É preciso ter em conta novos factores de risco e apostar na construção e/ou oferta de produtos imobiliários (casas, apartamentos, lotes de terreno) menos sensíveis a possíveis contingências na demanda e aos níveis de confiança dos compradores. O mercado e o crédito imobiliário estão mais maduros; se o crescimento do financiamento imobiliário vem diminuindo, 1,6 % em 2014 face a 2013, a inadimplência (incumprimento) do crédito imobiliário também caiu em 2014 para 1,4%. Na passada semana em S. Paulo tive oportunidade de transmitir a alguns investidores portugueses e espanhóis com projetos empresariais em outros Estados do Brasil, a mesma mensagem que venho transmitindo a empresários nacionais e estrangeiros que em anos anteriores já investiram no Estado do Ceará e que em 2015 optaram por entrar em “modo de espera”. Continuam a existir boas oportunidades de investimento imobiliário no Estado do Ceará particularmente nos municípios contíguos ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, existe “know- how” e também capacidade operacional para as realizar.
Em Portugal finalmente saiu do papel a Instituição Financeira do Desenvolvimento, vulgo Banco do Fomento, depois de uma longa e atribulada caminhada resultante da atuação do lobby financeiro e da banca comercial. Há muito que os agentes económicos, micro, pequenas e médias empresas estão sem crédito para as suas atividades de produção e exportação. Há muito que a economia real sustentável não beneficia dos fluxos de crédito necessários à consolidação e expansão da sua atividade económica. É urgente que uma gestão rigorosa e que atenda ao interesse nacional dos fluxos e reembolsos dos programas financiados pelo FEEI (Fundos Europeus Estruturais e de Investimento) para o período de 2014- 2020 e de outros anunciados pelo Banco Central Europeu para estimular as economias europeias, possa constituir uma reserva de dinheiro disponível. Dinheiro para ser emprestado com critérios transparentes às empresas portuguesas para que estas possam reforçar a sua solvabilidade, investir, fazer crescer os seus negócios e criarem mais emprego. É preciso canalizar para o circuito produtivo, empréstimos que permitam a recapitalização das empresas e assim baixar a seu notação de risco no mercado financeiro.
Outra boa notícia; segundo os principais “players” em 2015 o mercado imobiliário nos diferentes segmentos deverá continuar a sua retoma consolidada. Só no comercial são estimados investimentos de mil milhões de euros.
Por último, na Assembleia da República foi de novo apresentada uma proposta já chumbada em Novembro de 2014 para que sejam provisoriamente travadas (enquanto Portugal estiver sob procedimento por défice excessivo, saldo orçamental negativo acima de 3% do PIB) as penhoras e a venda de imóveis por dívidas ao fisco, de imóveis inferiores a 200.000,00 Euros, que sejam a única habitação do agregado familiar e se um dos seus elementos se encontrar desempregado. De acordo com as previsões do Governo, no final de 2015 o saldo orçamental será inferior a 3% pelo que esta medida provisória ficaria em vigor por um período não superior a 18 meses. Na imprensa e sobretudo nas redes sociais são muitas as notícias reveladoras de um exacerbado zelo da Autoridade Tributária. Penhoras por pequenas dívidas e venda desses imóveis “a pataco”. Mais “feridas” familiares e sociais da crise económica- financeira para cobrar a qualquer preço. Será agora diferente a decisão do plenário?

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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