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29 outubro 2014

Nas eleições mais disputadas desde 1989, o Brasil decidiu pela evolução na continuidade!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Um interminável período eleitoral terminou no passado domingo com a reeleição de Dilma Rousseff. Estamos quase no final de 2014, um ano particularmente atípico com carnaval tardio, contestações de grande escala nas ruas das maiores cidades brasileiras, 2 meses de copa do Mundo e eleições a 2 turnos no Brasil e no Ceará.

Desde o início do último trimestre que a nossa principal preocupação se tem focado em manter os níveis de confiança de pequenos e médios investidores nacionais e estrangeiros no futuro do mercado imobiliário cearense. Se os grandes “players” estão habituados a cenários locais mais difíceis e de maior risco e assim mais preparados para quaisquer que sejam os resultados eleitorais e os governantes eleitos, os investidores de menor dimensão suportam suas decisões de investimento nos níveis de confiança dos operadores económicos locais e nas expectativas de crescimento da economia.

E na verdade o pessimismo empresarial interno e os resultados e indicadores econômicos em 2014, em nada contribuíram para a captação de novos investimentos e o seu direcionamento para o mercado imobiliário. Recentemente alguns investidores europeus nos comunicaram a sua intenção de deslocalizarem para outros países, os investimentos previstos para 2015 no mercado imobiliário do Ceará. Com redobrada determinação, prosseguiremos o nosso trabalho acreditando que será possível reverter muitas dessas decisões.

No seu discurso de vitória, a presidenta Dilma Rousseff procurou demonstrar abertura para o diálogo com os setores produtivos e uma preocupação imediata com o impulso da atividade econômica em especial do setor industrial. Afirmou ainda um compromisso de diálogo com outras forças políticas para discutir as reformas política e fiscal.

Com a expectativa de uma primavera “dilmista” no início de mandato, espera-se ser possível perspectivar a realização das reformas necessárias e que sejam tomadas medidas no sentido de transformar e melhorar os níveis de crescimento económico. Tendo já sido anunciada a não recondução do ortodoxo ministro da Fazenda Guido Mantega, espera – se a nomeação de uma nova equipe económica que consiga retomar progressivamente a confiança de consumidores, empresários e investidores nacionais e estrangeiros no futuro da economia brasileira. Espera-se ainda que o ex-presidente Lula da Silva possa ganhar maior espaço de influenciação no governo.

Durante os seus dois mandatos ganhou reputação e credibilidade junto da população mais desfavorecida e também dos mercados, pela capacidade percepcionada de conseguir harmonizar a implementação de programas sociais com uma gestão económica eficiente. Também a questão da segurança nacional deveria merecer maior atenção. Hoje os piores indicadores internacionais do Brasil residem nos rankings de violência. O Brasil nas últimas décadas conseguiu controlar a inflação, retirar o Brasil do mapa da fome, reduzir a pobreza mas não conseguiu diminuir os índices de criminalidade. Desde o início da década de 90 que visito o Brasil.

Grandes avanços económicos e sociais foram entretanto alcançados. Mas nos últimos anos a criminalidade aumentou e o perfil dos criminosos é outro. Hoje a criminalidade e a violência no Brasil está maioritariamente associada ao tráfico e consumo de droga, particularmente do “crack”. Latrocínios, assaltos violentos, ajustes de contas, cobrança de dívidas, violência urbana, praticados por membros de “gangues” ligadas ao tráfico e por consumidores desesperados por uma dose. Se alguns Estados do Sudeste como o Rio de Janeiro e S. Paulo vêm reduzindo os números da violência, no Nordeste crescem.

No Ceará que também optou pela evolução na continuidade embora com uma nova liderança, a área mais crítica da gestão do Governador Cid Gomes foi a Segurança Pública. Esperamos que Camilo Santana possa cumprir a sua promessa eleitoral de que a segurança pública será uma área prioritária no seu governo. Porque a segurança pública para além de um indicador da qualidade vida da população residente é uma condição necessária para a captação de investimentos e de demanda interna e externa para os mercados turístico e imobiliário.

Uma nota positiva para uma medida prevista na proposta de lei do Orçamento de Estado para 2015 em Portugal. O IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana) será autorizado a contrair empréstimos até 50 milhões de euros para financiamento da sua actividade, valor 5 vezes maior ao de 2014.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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