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03 julho 2014

No Brasil estamos tendo Copa do Mundo enquanto em Portugal parece que o pior já passou!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Contrariando muitas das profecias catastróficas publicadas nos meses que antecederam o seu início, a Copa do Mundo no Brasil vem acontecendo e bem. Em torno dos estádios e nos pontos mais centrais e atrativos das cidades em que vêm decorrendo os jogos da copa, tem prevalecido a civilidade e segurança pública. Só em Fortaleza, o número de turistas recebidos no decorrer deste evento, deverá ultrapassar os 400.000.

Na primeira fase da Copa que decorreu até 21 de Junho, a receita da economia local gerada por esses visitantes ascendeu a R$ 500.000,00. Apesar de todos percalços, do irremediável atraso na maioria das obras previstas, das excessivas “derrapagens” orçamentais, o Brasil continua a ter um elemento diferenciador que vai fazendo a diferença, as pessoas. A generosidade, simpatia e entusiasmo da larga maioria da população brasileira no acolhimento a este evento, vem suprindo as falhas logísticas e de infraestrutura.

No Ceará não tem sido diferente e particularmente em dias de jogo da seleção brasileira, as ruas são tomadas por uma fervorosa massa humana e uma paleta de cores, verde, azul e amarelo, indiscritíveis. Mas enquanto decorre a copa do Mundo, o mercado imobiliário vem prosseguindo seu caminho. Também muito se comentou acerca da influência deste evento nos preços atuais e futuros dos imóveis, como se em pouco mais de 30 dias, a tendência de estabilização verificada nos últimos meses pudesse ser abalada.

O mercado imobiliário do “pós – boom” também aqui no Ceará e particularmente em Fortaleza vem amadurecendo, dando sinais de uma mudança do cenário. Maior competitividade entre construtoras e imobiliárias, maior necessidade de diferenciar os produtos imobiliários a ofertar no mercado e menor facilidade de atrair compradores devido ao maior endividamento da classe C e ao aumento das taxas de juro.

Consumidores mais conhecedores e exigentes criam necessidade de maior profissionalização e qualificação em todos os elos da cadeia produtiva imobiliária. Tal como nos referimos em relação à realização da copa, apesar de todos os “gargalos”, apesar da excessiva tributação, da complexa fiscalidade, de um ambiente de negócios complicado e da imensa teia burocrática, no Brasil contamos com as pessoas como um elemento diferenciador positivo. E se a qualidade do ensino no Brasil não é ainda das melhores, teremos no curto prazo de fazer um esforço suplementar em proporcionar maior qualificação e treinamento a todos os que operam na cadeia de valor do mercado imobiliário.

Como exemplo e para que se possa ter uma ideia da influência negativa dos atuais processos burocráticos que envolvem a construção civil, segundo pesquisa recentemente realizada pela consultora internacional Booz & Company, o Brasil perde R$ 18 bilhões e 80.000 moradias por ano devido à burocracia. A morosidade de processos além de gerar custos extras ao consumidor e no caso do programa “Minha Casa, Minha Vida” ao próprio Estado Federal, vem duplicando o prazo de entrega dos imóveis.

Assim enquanto no Brasil continuamos vivendo o clima da Copa do Mundo e prosseguimos um caminho de amadurecimento, estabilização e profissionalização do mercado imobiliário, em Portugal os indicadores que vêm sendo publicados têm revelado que vem acontecendo uma lenta recuperação no número de operações realizadas e do clima de confiança dos operadores.

Mantendo-se inalteradas condicionantes limitativas de uma recuperação da procura interna, restritividade bancária, instabilidade do mercado de trabalho, taxa de desemprego acima dos dois dígitos, diminuição do poder aquisitivo e rendimento disponível das famílias, a procura externa tem sido a principal fonte do crescente número de transações imobiliárias realizadas. China, França e Grã - Bretanha, têm sido os principais mercados emissores de compradores.

Também no imobiliário, a internacionalização tem de continuar a ser uma prioridade estratégica dos principais operadores, suas associações representativas e dos decisores. Portugal poderá tornar-se num atrativo destino de pequenos e médios investidores internacionais, preservando e ampliando os níveis de segurança de pessoas, bens e capitais e criando maiores incentivos fiscais.

Tal como a Flórida continua a ser o “porto seguro” imobiliário para remessas de capitais a partir do Brasil e de outros países da América do Sul, Portugal tem condições para atrair investimento imobiliário residencial de outras latitudes. Há que agir rápido e bem, porque outros destinos começam a posicionar-se. Há que explorar todos os canais de diplomacia económica estabelecidos nos últimos anos e que obtiveram bons resultados ao nível do aumento de exportação de bens e serviços de outros sectores da atividade.

Aqui deste lado do atlântico, segue um abraço especial ao Vitor Norinha e a todo o “time” do jornal “Oje” pelo seu 8º aniversário.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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