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12 junho 2013

Enquanto em Portugal se perspetiva mais investimento brasileiro, no Brasil prosseguimos na rota do crescimento

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Por ocasião da sua recente visita a Portugal no âmbito da XI Cimeira Brasil-Portugal, a presidenta Dilma Rousseff congratulou-se com o intercâmbio de empresários, significativo e fácil, entre os dois países. Na verdade, a língua portuguesa tem sido uma realidade distintiva que vem gerando particularmente nos últimos anos, um significante gerador de afectos que se vem traduzindo num maior relacionamento econômico.

Reafirmada mais uma vez, o empenho de ambas as partes numa maior concertação de posições no seio das instituições financeiras internacionais e no apoio ao crescimento económico e desenvolvimento social dos Países de Língua Oficial Portuguesa. No rescaldo de mais um encontro bilateral ficamos com a sensação de que os empresários de ambos os lados do oceano vêm enxergando mais oportunidades de cooperação e parceria que as autoridades. Mas para uma melhor compreensão deste facto, teremos de recuar até 2003.

A partir do primeiro mandato do presidente Lula da Silva, no plano externo, o Brasil iniciou um novo ciclo do seu posicionamento estratégico no cenário das relações económicas internacionais. A diplomacia brasileira passou a ter outros eixos de referência e outros objetivos macro; estabelecer novas coalizações diplomáticas no âmbito dos BRICS, liderar um Mercosul fortalecido e expandir a presença econômica brasileira em África, Ásia e Oriente Médio.

Assim, apesar de termos um meio comum de cooperação a C.P.L.P., apesar das boas intenções de ambos os lados, Portugal não é hoje uma prioridade estratégica para a diplomacia brasileira. Essa constatação não vem impedindo que continuemos próximos, que quadros técnicos qualificados, empresários portugueses e brasileiros continuem aprofundando o seu relacionamento e que venham aproveitando as oportunidades de negócios que vão surgindo em diferentes setores de atividade, particularmente na fileira da construção e do imobiliário.

Aqui no Ceará prosseguimos na rota do crescimento económico e social. Para além do “canteiro” de obras que é hoje a cidade Fortaleza, consequência direta de ser uma das cidades sede da Copa 2014, a menos de 1 hora de distância da capital cresce um novo pólo de desenvolvimento no nordeste brasileiro, o complexo industrial e portuário do Pécem.

Aproveitando a privilegiada localização geográfica na sua rota marítima para os diferentes continentes, o terminal de múltipla utilidade irá depois de concluídas as obras de alargamento, quintuplicar a sua capacidade de movimentação de carga. Essa ampliação é fundamental para atender aos investimentos estruturantes do complexo industrial; Companhia Siderúrgica Nacional detida pela Companhia Vale, Dongkuk e Posco, a refinaria Premium II da Petrobras e a Energia Pécem controlada por duas grandes empresas de geração de energia, a MPX e EDP. Duas outras unidades industriais vão entrar em laboração na região este ano, uma de produtos de nutrição e saúde animal e outra de cimento. Uma curiosidade interessante, é que a Coreia do Sul passou a ser o maior emissor de imigrantes a residir no Ceará.

Os grandes investimentos públicos e privados previstos na região para os próximos anos beneficiando todo o Estado, irão transformar grandemente os municípios em redor do Pécem; Caucaia e S. Gonçalo do Amarante. Em Caucaia, para além dos investimentos hoteleiros portugueses na praia do Cumbuco, foi já lançada a pedra fundamental da “cidade do atacado”, maior polo atacadista da América Latina, existindo ainda a intenção estadual de construir um centro de comercialização de rochas ornamentais por forma a diversificar suas exportações para os mercados europeu e norte-americano, já que o principal destino é a China.

Neste turbilhão de oportunidades para a fileira da construção e do imobiliário, galpões de armazenamento, edifícios para escritórios e outros serviços, empreendimentos residenciais, tive o grato prazer de conhecer um empresário português que encontrou seu nicho de mercado na construção de casas (moradias) beneficiárias de financiamento pelo programa “minha casa, minha vida”.

No passado mês de Maio, já havia partilhado experiências pessoais e profissionais com dezenas de profissionais portugueses do setor da intermediação imobiliária, que encontraram em diferentes Estados do Brasil, a sua oportunidade de fazer acontecer na maior rede de franquias imobiliárias do Brasil.

Em Dezembro de 2012 em S. Paulo, no jantar da Câmara de Comércio Luso Brasileira deste Estado, quadros de grandes empresas portuguesas e empresários portugueses testemunhavam a sua satisfação em estar aqui.

Este é o sentimento comum a todos os que rumámos a este grande continente, chamado Brasil. Uma última nota para a Câmara Municipal do Porto; a redução do IMI em 10% é uma excelente notícia para os portuenses. Lamentável que outras autarquias não lhe sigam o exemplo.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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