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17 abril 2013

Fortaleza já respira o ambiente da Copa e prepara o acolhimento de turistas, atletas e comunicação social

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

A Copa das Confederações que se realiza este ano, será o grande ensaio para comprovar que Fortaleza e o Ceará estão aptos para acolher turistas, atletas e os “media” em 2014. Será a grande oportunidade da cidade e do Estado, afirmarem de forma sustentada o privilégio da sua localização e a generosidade do seu clima; lugar de maior proximidade com a Europa, África, América do Norte que oferece “sol” durante todo o ano.

Fortaleza tem hoje num raio de 60 Kms mais de 55.000 leitos, entre hotéis, pousadas e “resorts”. Quando mais de 200 países já asseguraram os direitos de transmissão televisiva e 3,6 milhões de turistas são esperados no Brasil durante a realização da Copa do Mundo, estima-se que o Ceará receba cerca de 20% desse fluxo turístico. Desde finais de 2011, que o secretário especial da Copa Ferrucio Feitosa e o Governador Cid Gomes se têm desmultiplicado em visitas a diferentes mercados internacionais emissores, procurando captar turistas e promover potenciais locais de “aclimatação” para as seleções participantes.

Importará agora gerar mais oportunidades de negócio em outros setores de atividade mas sobretudo melhorar a qualidade de vida da população cearense. Concluída a obra do estádio e com a oferta de alojamentos ajustada à potencial procura, saneamento básico, segurança, saúde, meio ambiente e tecnologias de informação, serão as áreas de intervenção pública a merecer maior atenção nos próximos meses.

No âmbito das T.I.´s, a execução de projetos do tipo “Praça do Conhecimento” já iniciada com sucesso no Estado do Rio de Janeiro pode ser um dos caminhos. Receber o maior evento desportivo à escala global, vai ser a grande oportunidade para afirmar a cidade de Fortaleza e o Estado do Ceará, como motores de desenvolvimento económico, tecnológico e social da região Nordeste do Brasil.
É com esta crença no futuro, que vamos consolidando nossa vida pessoal e profissional por cá e continuamos recebendo com apreensão e cepticismo, as notícias que nos chegam da Europa e particularmente de Portugal. Continuando a Europa dominada pela instabilidade e incerteza, Portugal e outros países europeus de economias mais frágeis, debate- se com dificuldades acrescidas e encontra-se à mercê de especuladores financeiros, principais detentores da sua dívida pública. De acordo com fontes do FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) os “hedge funds” mostraram-se particularmente ativos no último leilão de títulos de dívida.

Na certeza que irá persistir a necessidade de financiamento nos próximos anos, Portugal corre um sério risco de condicionamento económico e político, exercido por agências de notação financeira e especuladores do mercado financeiro. É do setor turístico que vão chegando boas notícias. Numa cerimônia de assinatura do contrato entre a Herdade da Comporta e a AICEP (Agência para o Investimento e o Comércio Externo de Portugal) foi anunciado um investimento global de 92 milhões de euros dos quais 16,4 milhões serão financiados através do QREN (Quadro de Referência de Estratégia Nacional) num projeto turístico com a ambição de transformar a costa alentejana num destino turístico europeu de referência.

O empreendimento associa o grupo Espírito Santo e a cadeia de resorts Aman, presente em destinos prestigiados e exóticos como Turks & Caicos, Tailândia, Indonésia e Camboja e que em 2008 chegou a anunciar dois empreendimentos no Brasil, na região de Itaguaí (Rio de Janeiro) e Praia da Pituba em Curoripe (Alagoas) que não se concretizaram. Na Comporta, para além da infraestrutura hoteleira, club house e campo de golfe, até 2015 serão construídas 36 moradias “segunda residência” que terão como mercados-alvo, clientes compradores alemães, austríacos e suiços de alto poder aquisitivo. Para Portugal este projeto é uma excelente notícia e reveste-se da maior importância.

Apenas uma reflexão. Ao abrigo do PROTALI (Plano Regional do Ordenamento do Território do Litoral Alentejano) o promotor terá a exclusividade do desenvolvimento turístico dessa zona ao longo das próximas dezenas de anos. Dele se espera uma atitude responsável e empreendedora que fomente o desenvolvimento como aconteceu em Vilamoura e que afaste o espectro do abuso de posição dominante que quebraria irreparavelmente a esperança de prosperidade da região.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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