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03 abril 2013

Despertar o interesse de investir, é condição necessária mas não suficiente!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Ao longo de muitos anos, participei da organização de eventos e do planejamento e execução de diversas campanhas de Comunicação e Marketing, tendentes a despertar emoções que conduzissem à experimentação e posterior fidelização de consumo, de diferentes produtos e serviços. Há mais de uma década, parte dessa atividade tem sido dedicada ao despertar do interesse em investir nos setores turístico e imobiliário.

No Brasil onde hoje prossigo esse caminho, vivemos hoje sob a égide de um cenário económico favorável ao desenvolvimento e expansão de empresas organizadas em rede que desafiem investidores e empreendedores. Em 2012, o setor do “franchising” registrou um faturamento na ordem dos 104 bilhões de reais e segundo previsões da ABF (Associação Brasileira de Franchising) seu crescimento em 2013 deverá manter-se em torno de 15%. Aqui como em outros lugares, os segmentos “âncora” do crescimento dos negócios em “franchising” têm sido a alimentação e moda.

Nos anos mais recentes, as franquias imobiliárias vêm assumindo um papel de destaque, acompanhando o crescimento e profissionalização do mercado imobiliário brasileiro. Enquanto os líderes da indústria de franquia nos EUA têm revelado alguma frustração por acreditarem que a taxa de crescimento global do seu negócio (1,4 %) poderia ser maior se a conjuntura econômica global fosse outra, no Brasil o crescimento estimado para o setor no corrente ano é 5 vezes superior às previsões de crescimento da economia (3%). Por isso, o Brasil vem despertando o interesse das redes de franquia imobiliária de origem norte-americana como território de implementação e expansão dos seus negócios, sendo que metade das 8 principais marcas, já iniciaram a sua operação.

Apesar de uma retração no crescimento do número de franquias à escala global, os números continuam a ser expressivos; com a “bandeira” dessas 8 marcas, trabalham hoje mais de 450.000 corretores em cerca de 22.000 agências imobiliárias espalhadas pelo Mundo.

No último ano temos acompanhado essa movimentação de chegada, bem como as interessantes reações de operadores nacionais já atuantes no mercado da corretagem imobiliária. Franquias de atuação regional ou estadual procurando redimensionar-se ganhando escala e dimensão nacional e a implementação de estratégias de “refranchising” em que redes de lojas próprias se vêm convertendo ao modelo de “franquia” ou ainda mais interessante, pequenas redes de franquia em operação se convertendo em bloco noutra marca com maior dimensão e notoriedade.

Na Península Ibérica, é conhecido um exemplo recente de sucesso de “refranchising” realizado em Portugal ao contrário do que acontecera no passado em Espanha, com a fracassada tentativa de integração de 2 outras marcas. É com entusiasmo que vimos participando desta grande transformação de procedimentos e processos no mercado brasileiro. Hoje todos os profissionais podem aceder às inovações tecnológicas, a conteúdos de treinamento operacionais e de gestão, às “ferramentas” de marketing utilizadas nos mercados imobiliários mais desenvolvidos do Mundo.

O modelo de franquia imobiliária ao “democratizar” a sua utilização pelos aderentes a cada uma das redes, vem despertando o interesse de investidores e empreendedores. Mas para transformar um interessado num franqueado, as marcas vão precisar de oferecer um “plus” que apenas depende delas; liderança que pense estratégico capaz de indicar os caminhos a percorrer e uma cultura organizacional única, ambas facilitadoras da integração dos novos membros e que reforcem o sentimento de pertença a um time destinado a ganhar.

Estudos recentes publicados em Portugal como o “Portugal Market Pulse”, continuam a identificar o potencial interesse de investidores nacionais e internacionais em investir no mercado imobiliário no decorrer deste ano. Muitos deles são atraídos pela queda de preço de alguns produtos imobiliários transformada em oportunidade de ocasião e outros procuram aquisições específicas como hotéis e outros investimentos imobiliários com rendimento a longo prazo.

Um despertar de interesse, que traz alguma esperança ao setor imobiliário mas que também neste caso, não é condição suficiente. Também na época pascal uma “chama” iluminou a atividade hoteleira de Lisboa e Algarve. Uma procura interna atraída por reduções promocionais de preço e uma nova procura externa proveniente da Alemanha, França e Brasil resultou em boas taxas de ocupação nos “hotéis prime” algarvios. Que esses fugazes momentos possam ter servido para restabelecer os níveis de auto - estima, de um setor de atividade que detém qualificação profissional de excelência e da maior relevância para a recuperação da economia portuguesa. Enquanto isso, a “injustiça “ fiscal continua a fustigar os milhares de portugueses que compraram casa para sua habitação permanente. Também a banca vai acumulando “stock” imobiliário; casas usadas provenientes de famílias que deixaram de conseguir pagar a sua prestação mensal de Crédito Habitação e cerca de 20.000 casas por estrear, segundo a APEMIP, entregues por promotores e construtores que não as conseguem vender.

Apesar de tudo isto, da Câmara Municipal de Lisboa chega-nos um exemplo que deveria servir de referência nacional, de como agir para enfrentar os efeitos da crise económica e evitar uma maior crise social. A criação de um Fundo de Emergência Social Municipal e a concessão de um subsídio municipal de renda, excecional e temporário, aos agregados familiares residentes no concelho de Lisboa em situação de emergência habitacional grave.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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