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20 março 2013

O Brasil prossegue na rota dos grandes eventos globais e a Europa continua fracassando!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Pela primeira vez tive oportunidade de visitar a Feicon Batimate, Salão Internacional da Construção, maior evento do setor realizado na América Latina. Nesta sua 19ª edição foram mais de 1000 marcas expositoras oriundas de 27 Países e um número superior a 130.000 visitantes.

A indústria dos materiais de construção espera em 2013 um crescimento em torno dos 5%, com forte impulso do consumo familiar que representa metade das vendas do setor e uma significativa contribuição da Região Nordeste onde se espera manter o maior incremento.
Na cerimonia de inauguração do evento, o governador do Estado de S. Paulo, Geraldo Alckmin, destacou as grandes obras em infraestrutura previstas para o próximo quadriénio, como a ampliação do metrô, rodovias, portos e aeroportos.

Serão 100 bilhões de reais em investimentos que a par da construção do “Piritubão” novo centro de congressos, reforçam a candidatura da cidade de S. Paulo à organização da Expo 2020. Também no âmbito da reabilitação urbana, Alckmin anunciou um investimento inicial de 100 milhões de reais num programa estadual de microcrédito, concedido a juro zero, para a realização de reformas nas habitações da população com menores rendimentos.

Ainda no âmbito da Feicon Batimate, realizaram-se diversas conferências em que os principais temas se relacionaram com o planejamento urbano, sustentabilidade, certificação dos materiais de construção e a nova norma ABNT NBR 15575 que determina padrões mínimos de qualidade para os prédios habitacionais. O aumento dos resultados da indústria dos materiais de construção a par da introdução destes temas na “ordem do dia” do setor, são bons indicadores de que o crescimento na fileira da construção e do imobiliário no Brasil, tem condições para continuar num caminho mais consolidado e sustentável.

Neste mês de Março, celebro 1 ano de presença ininterrupta em solo brasileiro. É com enorme satisfação que venho compartilhando com os operadores locais e parceiros internacionais, a evolução positiva do mercado imobiliário no Brasil e participando entusiasticamente neste ciclo de profissionalização, prosperidade e desenvolvimento. Por motivos pessoais e profissionais, comunico diariamente com parceiros na Europa e em particular em Portugal. Um misto de consternação e revolta me invade sempre que termino essas ligações.

Na Europa continuam a ser aplicadas políticas erráticas e tardias sem um pensamento e rumo estratégico que reforce a coesão europeia. Uma União Europeia capaz de criar leis, burocracias e regulamentos de duvidosa utilidade continua incapaz de criar condições para a sua continuidade. A União Europeia é hoje uma agremiação dominada por “cartolas” com influência financeira e orgãos sociais “faz de conta”. A continuidade na aplicação de fracassadas receitas vem asfixiando os “sócios” mais vulneráveis, sujeitos a tributações de juros insustentáveis e a inúmeras formas de pressão como as baixas notações de rating. Mas se os “órgãos sociais ”revelam inoperância, incapacidade e incompetência para continuar a construção europeia, revelam-se operantes e velozes na aplicação de “experimentações” nos mais fracos. A decisão quanto a Chipre, recorde-se sócio de pleno direito da agremiação União Europeia, reveste-se da maior perigosidade. Caso venham a ser aplicadas as anunciadas medidas, nenhum cidadão europeu de uma Nação mais fraca poderá ter a certeza de segurança, económica, social e financeira. Os “órgãos sociais” sediados em Bruxelas poderiam passar a decretar o “assalto” às contas bancárias dos cidadãos de países que sejam seus sócios. Será um precedente de extrema gravidade quanto à confiabilidade dos clientes em geral e dos aforradores, no sistema bancário e financeiro europeu. Faz poucos dias que Jean Claude Juncker, alertou os decisores europeus para o risco de uma explosão social no continente. Parece que os burocratas de Bruxelas, continuam a querer apagar o incêndio com gasolina.

É neste cenário de asfixia dos sócios mais fracos da agremiação europeia onde se inclui Portugal, que os “ Homens das folhas de cálculo” continuam a errar previsões e estimativas macroeconómicas. Enquanto isso, o mercado imobiliário português prossegue em baixa, refletindo a contração económica, a inexistência de crédito por parte do sistema financeiro mas também a prepotência fiscal. A dupla tributação que incide sobre os proprietários de prédios arrendados, IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e taxa liberatória sobre os rendimentos provenientes do arrendamento, continuam a impedir o relançamento do setor e da Reabilitação Urbana. Se à contração da atividade económica, aumento do desemprego real e diminuição do poder de compra juntarmos injustiça fiscal na tributação do patrimônio imobiliário, não haverá condições para que o setor possa contribuir para a dinamização da economia portuguesa, a reabilitação do edificado e o regresso das populações aos centros das cidades.

Os “Economistas - astrólogos” vão continuar profetizando que a recuperação económica será em 2015, daqui a 20 anos, talvez na próxima geração. Mas se nada for feito hoje, nenhuma dessas profecias passará disso mesmo.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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