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05 março 2013

No Brasil 8 milhões de famílias da classe média, têm intenção de comprar casa até 2015!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

A par do programa “ Minha Casa, Minha Vida”, vocacionado para suprir as necessidades habitacionais dos segmentos da população com rendimentos mais baixos, o mercado imobiliário brasileiro em 2013 nos segmentos de rendimento médio e alto, vai prosseguindo num ritmo de crescimento moderado.

Um recente estudo do instituto de pesquisas “Data Popular”, indica que nos próximos dois anos existe um potencial de procura por casas e apartamentos no segmento médio da população (R$ 1.110,00 – 3.875,00), o que corresponde a 8 milhões de famílias com intenção de compra de habitação própria até 2015.

Enquanto isso, de acordo com o Departamento de Comércio, o mercado imobiliário norte-americano vai dando cada vez mais sinais de recuperação tendo-se verificado em Janeiro um crescimento superior a 15% nas vendas de imóveis novos.

Já em Fevereiro, também o índice de confiança dos consumidores nos EUA registrou indicadores favoráveis. E na cidade e no País onde nasci? Lisboa a 4ª cidade mais bonita do Mundo, segundo o site de viagens “Urban City Guides”, continua perdendo população. Lisboa tem hoje um pouco mais de meio milhão de habitantes, sendo que desses, mais de metade são pensionistas. Enquanto isso, de acordo com um estudo publicado pelo Pordata, “retrato de Lisboa” mais de 15% dos 322.000 alojamentos na capital se encontram vazios.

O que está sendo feito para inverter esta tendência? Ainda de acordo com o mesmo site de viagens, Portugal também aparece em 6º lugar no top dos 10 países mais bonitos à escala mundial. Que benefícios económicos vamos retirando dessa beleza natural e como vamos afirmando Portugal como destino turístico e de investimento turístico imobiliário? No que se refere ao mercado imobiliário em geral, o número de imóveis transacionados em 2012, registrou um decréscimo superior a 50%, a par do decréscimo do seu valor em termos absolutos e de avaliação bancária.

Em anterior artigo, saudámos o esforço promocional do governo português junto de mercados emissores de compradores estrangeiros, périplo já iniciado em Londres. É importante promover o nosso turismo residencial no estrangeiro, mas falta o elementar. Medidas fiscais! A “brutal” carga fiscal que incide hoje sobre o imobiliário, desincentiva os investidores estrangeiros.

A não uniformidade no território nacional dos processos burocráticos de aprovação de projetos imobiliários, desincentiva o investimento estrangeiro. O produto imobiliário precisa ser promovido no exterior, mas sem a complementaridade de medidas que dependem dos ministérios das Finanças, da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território e da Justiça, esse investimento não irá trazer os resultados pretendidos. Portugal precisa de ganhar competitividade e atratividade, num momento em que diversas fontes do mercado imobiliário internacional apontam para o despertar de grandes oportunidades para investir no setor imobiliário europeu nos próximos anos.

A maioria dessas oportunidades, serão de risco elevado e estarão relacionadas com a compra de ativos da banca e de outros investidores que pretendam “liquidez” no curto e médio prazo. É esse o grande desafio que se coloca hoje aos decisores. Outros destinos de investimento procurarão capitalizar essas oportunidades, particularmente o nosso vizinho ibérico.

Uma última nota; tive o privilégio de conhecer pessoalmente, Adolfo Mesquita Nunes, o recém - empossado Secretário de Estado do Turismo. Acompanhei o seu despertar para a atividade política e a sua afirmação. Reconhecendo suas capacidades intelectuais e humanas, desejo-lhe a maior sorte na tarefa.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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